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Reforma da previdência motiva debates na Câmara de Ouro Preto

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A fim de discutir os impactos da PEC 287 e o futuro das aposentadorias com a reforma da previdência, a Câmara Municipal de Ouro Preto realizou audiência pública na noite dessa quinta-feira (23). O encontro reuniu sindicalistas, líderes comunitários e de classes, trabalhadores e estudantes.

 

Por ser uma questão complexa, que desperta a atenção da maioria dos brasileiros, a Comissão de Participação Popular promoveu o evento para tratar da reforma e os seus desdobramentos na vida dos cidadãos. Indignados com a PEC 287, os vereadores fizeram uma Moção de Repúdio a ser encaminhada ao Palácio do Planalto. “O debate e o encaminhamento da Moção de Repúdio são importantes para mostrar que nosso Legislativo é atento e preocupado com o tema. E coerente na exposição e avaliação do ônus que será causado com a PEC 287. Estamos perante duas visões distintas, a do governo que dá ao mercado a liberdade de encontrar soluções supostamente boas e a outra, dos trabalhadores, que se sentem lesados e com seus direitos espoliados”, declarou o vereador Geraldo Mendes (PCdoB).

Entre os presentes, foi unânime que a reforma da previdência apresentada na Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 287/2016 trará prejuízos aos brasileiros. “Vários segmentos institucionais estiveram representados e se mostraram contra a PEC. Por isso, vamos fazer o encaminhamento aos gabinetes dos senadores e deputados para que eles se conscientizem que a Região dos Inconfidentes é contrária à reforma da previdência”, frisou Chiquinho de Assis (PV).

O vereador marianense, Cristiano Vilas Boas (PT) também marcou presença. “Pensamos em montar uma Frente Parlamentar reunindo os vereadores de Mariana, Ouro Preto e Itabirito para fortalecer nossa luta contra essa proposta de desmonte que afetará todos nós. Com nossas cidades unidas, teremos mais força”, declarou.

Participaram da audiência pública, além dos vereadores Geraldo Mendes e Chiquinho de Assis, Fábio José Garrido, diretor estadual do Sind-UTE; Roberto Wagner Carvalho, do Sindicato dos Metalúrgicos; Letícia Oliveira, do Movimento dos Atingidos por Barragens; Rayele Gabriela Sacramento, do Grêmio do IFMG; Luiz Paulo Guimarães de Siqueira, do Movimento pela Soberania Popular na Mineração – MAM; Sérgio Geraldo Neves, da Assufop; Maurício dos Santos Guimarães, coordenador do Sinasefe – IFMG; Mauro Luiz Ferreira, presidente do Sindsfop; e diversos trabalhadores e sindicalistas.