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Câmara derruba veto do prefeito em projeto do Primeiro Emprego

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A reunião da Câmara de Vereadores de Ouro Preto dessa quinta-feira (20) foi marcada pela derrubada de um veto total do prefeito Júlio Pimenta (PMDB) ao Projeto de Lei Ordinária 106/2018, aprovado pelos vereadores no dia 31 de outubro de 2019. De autoria da vereadora Regina Braga (PSDB), o projeto institui o programa “Primeiro Emprego” em Ouro Preto. Em justificativa ao veto, o prefeito argumenta que a vereadora não apresentou alternativas para a realização do projeto.

Para a vereadora Regina Braga, com a derrubada do veto, a Câmara mostrou que é um poder independente. “Fiquei feliz, orgulhosa e honrada. Primeiro, pelo posicionamento dos vereadores porque foi unânime a derrubada do veto. Então, gostaria de agradecer e enaltecer os colegas vereadores por essa postura. Em segundo lugar, pela questão do projeto em si, pela causa do primeiro emprego. Recebo, no meu gabinete, tantos jovens que querem trabalhar, mas a questão da experiência os impede de arrumar o primeiro emprego. A grande maioria das empresas pede experiência de, no mínimo, seis meses. Precisamos de políticas públicas que favoreçam isso e aqui no município não temos essa política. Não posso dizer o que o prefeito vai fazer, aqui nós somos limitados em relação a tudo que gera gastos. Só sinalizei que caberia ao município criar uma política do primeiro emprego da forma que ele achar mais interessante. Como será feito é com a Prefeitura e não conosco. Que bom que a Câmara votou contra o veto”, disse.

Ainda durante a Reunião, o vereador Mercinho (MDB) solicitou, por meio de uma representação que será encaminhada às empresas de telefonia Oi e Vivo, a possibilidade de melhoria e ampliação do sinal de celulares no distrito de Santa Rita de Ouro Preto e localidades da região. “Fui procurado por diversos moradores das localidades da região de Santa Rita porque eles não estão conseguindo se comunicar. Hoje todos dependem de um celular e quase todo mundo tem um celular em casa. Para pagar uma conta bancária hoje, por exemplo, não precisa ir até o banco mais já que, através de um aplicativo, isso pode ser feito. Eles tem que ter o direito à comunicação. Além disso, muitas pessoas idosas moram na região e às vezes precisam marcar uma consulta, mas tem que se deslocar para pegar um sinal de telefone”, ressalta.

Ao final da Reunião foram aprovados quatro indicações, três representações, quatro requerimentos e quatro Moções de Aplauso.