Agressão a família dentro de ônibus é denunciada na Câmara

Agressão a família dentro de ônibus é denunciada na Câmara

Agressão a família dentro de ônibus é denunciada na Câmara

Câmara Municipal de Ouro Preto - Agressão a família dentro de ônibus é denunciada na Câmara

A ida da professora Aline Mota à Câmara na última terça-feira, 10, colocou o sistema de transporte coletivo do município em pauta nas discussões do Legislativo ouropretano. Aline relatou aos vereadores o episódio em que ela, o marido e os dois filhos foram agredidos a facadas dentro do ônibus da empresa Transcota que percorre o trajeto entre a sede do município e o distrito de Santo Antônio do Salto. O agressor foi o trocador do veículo. De acordo com a professora, o ônibus onde aconteceu o incidente estava com sua lotação esgotada, transportando mais de 30 pessoas de pé, o que é ilegal. “Vim pedir aos vereadores que fiscalizem a superlotação dos ônibus e o tratamento desumano que é dado a muitos usuários do transporte coletivo, que não esperem mais sangue ser derramado para que providências sejam tomadas”, declarou, reiterando que a superlotação é um fato recorrente nos ônibus do município. A agressão à família de Aline aconteceu depois que o trocador tentou retirar à força o filho da professora de um assento do ônibus. A criança, de 6 anos, havia pagado pela passagem. Graciano Reis, marido de Aline, levou 80 pontos na cabeça e no rosto por causa das facadas do trocador. O filho da professora também foi ferido no ataque.

Para os vereadores o fato de a família ter sido agredida dentro de um veículo que explora uma concessão pública, as linhas de ônibus que circulam dentro do município, leva o caso uma instância que vai além dos boletins policiais. “Esse caso nos leva a duas questões sobre o transporte coletivo: a necessidade de licitação para a concessão das linhas e o poder das empresas de ônibus dentro do município, que se acham donas da concessão. Como foi um fato envolvendo agressão física, a Comissão de Direitos Humanos da Câmara também vai se aprofundar na investigação desse caso”, afirmou o vereador Leonardo Barbosa (PSDB), que preside a Comissão de Direitos Humanos da Câmara. “E os problemas com a qualidade do serviço prestados no transporte coletivo do município não acontecem só nos distritos, mas na sede também. Essa situação só será resolvida quando os contratos para o transporte forem respeitados e a licitação for executada”, concluiu Leonardo Barbosa. O caso de Aline foi levado ao Conselho Municipal de Transportes e deve ser discutido em uma reunião especial da entidade a ser realizada no distrito de Santo Antônio do Salto.

Publicado por: Assessoria de Comunicação em 16/04/2007

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