Audiência Pública da Câmara Municipal discute problemas de relacionamento entre repúblicas e populaç

Audiência Pública da Câmara Municipal discute problemas de relacionamento entre repúblicas e populaç

Audiência Pública da Câmara Municipal discute problemas de relacionamento entre repúblicas e população ouro-pretana

Audiência Pública da Câmara Municipal discute problemas de relacionamento entre repúblicas e população ouro-pretana

Um grupo de trabalho formado por representantes da Câmara Municipal de Ouro Preto, da Ufop (Universidade Federal de Ouro Preto), dos estudantes da universidade e da população irá se reunir para discutir e tentar solucionar as questões envolvendo conflitos entre as repúblicas e a comunidade ouro-pretana. O grupo de trabalho é resultado de uma audiência pública que aconteceu na noite da última quarta-feira, 22, no Plenário da Câmara.

Apesar de o objetivo inicial da reunião ter sido a discussão do uso comercial de repúblicas durante o carnaval, os problemas de relacionamento entre as moradias estudantis e os moradores da cidade nortearam a audiência, proposta e dirigida pelo vereador Flávio Andrade (PV), vice-presidente da Câmara. “Foi um momento proveitoso. Conseguimos perceberber que há uma questão ao fundo, que é o pequeno relacionamento existente entre os estudantes da Ufop e a comunidade ouro-pretana. Esse relacionamento presisa se intensificar”, declarou Flávio Andrade.

Cerca de 150 pessoas lotaram o Plenário , na maioria representantes de mais de 50 repúblicas. Para o vice-presidente da Câmara, o objetivo inicial da audiência foi prejudicado pelo baixo comparecimento dos empresários de Ouro Preto. “A representação empresarial foi muito pequena, tendo em vista que a audiência foi sugerida pelo próprios empresários ”, concluiu.

O Secretário Municipal de Turismo, Industria e Comércio, Vitorio Lanari, concordou com o vice-presidente da Câmara. “Fiquei decepcionado com a pequena representação do setor empresarial na audiência, um problema que já vivi como dirigente da Associação Comercial”. O secretário comentou as medidas tomadas pela prefeitura para organizar o Carnaval e legalizar a situação dos blocos carnavalescos. “Este ano já tivemos avanços significativos na organização do carnaval. Pela primeira vez foi cobrado um imposto sobre a venda de abadás e fiscalizado o número máximo de foliões permitido a cada bloco”, afirmou.

O barulho produzido pelas repúblicas foi a principal reclamação dos moradores de Ouro Preto durante a audiência. O engenheiro e ex-aluno da Escola de Minas, José Carlos da Cruz, expôs os transtornos causados por duas repúblicas sediadas ao lado de sua residência. “Nos dias de festa não consigo dormir. Uma banda completa toca até altas horas da madrugada. Por volta das 5:30 eles dormem. E eu e os outros vizinhos, que temos que acordar cedo para trabalhar?”, questionou. “Para que o estudante seja respeitado ele precisa aprender a respeitar”, afirmou José Carlos da Cruz.

Para o empresário, ex-aluno e ex-professor da Escola de Minas, José Alberto Pinheiro, a Ufop precisa instruir os calouros a sobre a importância de Ouro Preto, para que os estudantes tenham consciência do significado da cidade e respeitem a sua população.

Já o presidente do CAEM (Centro Acadêmico da Escola de Minas), Altamir Junior, que representou os estudantes na mesa diretora da audiência, ressaltou os benefícios trazidos pelos alunos da Ufop para a cidade. “Os estudantes são responsáveis por uma grande parte do movimento no comércio da cidade, gerando renda e também empregos. Hoje várias repúblicas têm trabalhos filantrópicos voltatos para a população carente, como a doação de alimentos arrecadados durante festas”, afirmou.

A audiência também tratou do aspecto legal envolvendo a questão do barulho e da perturbação da ordem. De acordo com o Procurador Geral do Município, Edgar Gaston, o Código de Posturas do Município será reformulado ainda este ano num trabalho conjunto da Câmara e da Prefeitura. O Código contém regras que disciplinam as limitações administrativas do município, abrangendo desde normas para construção civil e o exercício de atividades comerciais até direitos de vizinhança e limites de poluição sonora. “É preciso que os estudantes e a população tirem os radicalismos desta discussão, para que o diálogo conduza a decisões conjuntas. O problema da poluição sonora pode ser resolvido, em grande parte, pelo bom senso dos estudantes na realização de festas e no contato com a vizinhança”, disse. O Procurador do Município disse que em breve uma lei de poluição sonora estará em vigor na cidade.

A Ufop também prometeu tomar providências sobre o assunto.O representante do reitor João Luís Martins na audiência e Coordenador de Assuntos Comunitários, Rafael Magdalena, anunciou a aprovação pela universidade de uma resolução que cria o Comitê Permanente de Moradia Estudantil, um órgão que tratará de questões que envolvem repúblicas.

Publicado por: Assessoria de Comunicação em 23/03/2006

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