Audiência Pública realizada pela Câmara de Ouro Preto debate situação da Novelis

Audiência Pública realizada pela Câmara de Ouro Preto debate situação da Novelis

Mesa da Audiência

A Audiência Pública que discutiu “A Situação da Novelis em Ouro Preto” foi realizada na noite de ontem, dia 18, no plenário da Câmara Municipal, e contou com a presença do gerente de fabricação da Novelis, Rui Oyama, do chefe de gabinete da Prefeitura de Ouro Preto, Luciano Guimarães, do analista de relacionamento de clientes corporativos da Cemig, Túlio Randazzo e do presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Ouro Preto, José Arimatéia Firmino. Com a presença dos vereadores Sílvio Mapa (PSDB) e dos vereadores que sugeriram a realização da Audiência, Flávio Andrade (PV), Leonardo Barbosa (PSDB) e Wanderley Kuruzu (PT), foi discutida a redução de parte da produção da empresa, ocasionada pela alta no preço da energia negociada no mercado livre de Minas Gerais.

De acordo com o chefe de gabinete da Prefeitura, Luciano Guimarães, “o prefeito Ângelo Oswaldo (PMDB) propiciou um estreitamento das relações da Novelis com a Cemig e participou de diversas reuniões para buscar resoluções deste problema e alternativas para a questão da negociação do preço da energia, para que este seja um preço competitivo para a Novelis e que evite a demissão de funcionários e a diminuição da capacidade da fábrica.”O gerente de fabricação da Novelis, Rui Oyama, afirmou que o processo de negociações com a Cemig está em andamento e depende de uma série de parâmetros. “Tanto a Novelis, como a Cemig, precisa ter alguma perspectiva de longo prazo, porque nós fizemos o desligamento de uma linha, mas a simples alteração do preço do megawatt-hora em uma semana, não garante que a gente tenha continuidade desse preço por três anos, período necessário para que nossas usinas fiquem prontas”, afirmou Rui.

O gerente da Novelis informou ainda que, enquanto a produção da empresa foi reduzida em 40%, a redução no quadro de funcionários foi de 25%.O representante da Cemig, Túlio Randazzo, falou sobre a variação de preços do megawatt-hora (MWh) no mercado livre, o qual, segundo ele, atingiu o preço máximo de R$560,00, em janeiro. Túlio disse também que, para que um contrato entre a empresa e a Novelis seja firmado, é necessário que as condições do mercado se estabilizem e o nível de água dos reservatórios da região sudeste suba.

Segundo o presidente do Sindicato de Trabalhadores Metalúrgicos de Ouro Preto, José Arimatéia, o Sindicato têm procurado alternativas junto à Novelis, no sentido de estudar com critério as demissões e o remanejamento de funcionários em todos os setores da empresa.

Uma reunião entre a Novelis, a Cemig, a Prefeitura de Ouro Preto, o Sindicato dos Metalúrgicos e a Comissão Especial da Câmara, composta pelos vereadores Flávio Andrade (PV), Júlio Pimenta (PPS) e Leonardo Barbosa (PSDB) será agendada para a próxima segunda-feira, dia 25, para dar continuidade aos debates. “Já verificamos que há necessidade de uma atuação política junto aos órgãos ambientais do estado na questão do licenciamento das duas novas usinas de energia elétrica que serão construídas pela Novelis. Vamos tentar ver também que tipo de assistência a empresa e a Prefeitura pode dar aos demitidos”, informou Flávio Andrade.

 

Foto: Da esquerda para a direita – chefe de gabinete da Prefeitura de Ouro Preto, Luciano Guimarães; vereador Flávio Andrade; gerente de fabricação da Novelis, Rui Oyama; analista de relacionamento de clientes corporativos da Cemig, Túlio Randazzo e presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Ouro Preto, José Arimatéia Firmino.

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