Câmara debate aumento da violência

Câmara debate aumento da violência

Câmara debate aumento da violência

Câmara Municipal de Ouro Preto - Câmara debate aumento da violência

Na última terça-feira, 3, a participação de Elza Vieira da Cruz e de Joscelino Gonçalves na Tribuna Livre durante reunião do Legislativo colocou o aumento da violência e da criminalidade no município em debate na Câmara. Elza da Cruz é mãe de Gilmagno da Cruz, o jovem de 22 anos morto durante ação da Polícia Militar no bairro Piedade na semana passada; Joscelino Gonçalves coordena a “Obra Social Lírios do Campo”, entidade que trabalha com a reabilitação de dependentes químicos. Em suas falas, Joscelino e Elza abordaram as consequências de uma situação que, a cada dia, se torna mais crítica em Ouro Preto: a relação do tráfico e do consumo de drogas com a violência. “Quero justiça, vou até o final. Dessa vez foi o meu filho, amanhã pode acontecer com outras pessoas”, protestou Elza da Cruz. Segundo testemunhas, Gilmagno da Cruz, que era dependente químico, teria sido executado por policiais, versão contestada pelo comando da Polícia Militar.

Para Joscelino Gonçalves, casos como o de Gilmagno podem ser evitados se o poder público priorizar a implantação de medidas sócio-educativas nas periferias de Ouro Preto. O coordenador da “Obra Social Lírios do Campo” fez um desabafo na Tribuna Livre. “Nossa preocupação não é especificamente com a segurança pública, mas com a implantação de políticas públicas municipais que combatam a criminalidade através da redução das injustiças sociais, o que não vêm acontecendo”, disse. “Ainda estamos num estágio em que o quadro da criminalidade pode ser revertido. É preciso que a sociedade acorde antes que seja tarde demais”, alertou Joscelino Gonçalves. Segundo Gonçalves a “Obra Social Lírios do Campo” atende a 20 pessoas, mas poderia atender ao triplo se houvesse maior apoio da Prefeitura.

Repercussão

O presidente da Câmara, Maurílio Zacarias (PMDB) acredita que o investimento em entidades do município que já atuam no combate ao uso de drogas e na difusão de ações educativas pode ser um ponto de partida para o combate à violência no município. “A cada dia Ouro Preto vive crimes bárbaros que antes só aconteciam em grandes capitais. A Câmara vai dar o apoio que for necessário para que sejam implantados projetos que afastem os jovens da bebida e da droga para inserí-los na educação e no mercado de trabalho, mas é preciso que os outros poderes públicos tomem medidas concretas”, declarou Maurílio Zacarias.

Para o vereador Flávio Andrade (PV) o Município tem que definir suas prioridades. “Sempre se alega que há uma crise financeira. Mas e os recursos que restam, aonde serão investidos? No carnaval de R$ 600 mil ou no CAPS-AD (Centro de Atenção Psico-Social – Álcool Drogas) do Padre Faria? Na desapropriação de casas ou na reforma das quadras da periferia?”, questionou.

A Comissão de Direitos Humanos da Câmara já estuda providências para apurar o caso da morte de Gilmagno da Cruz. “A Comissão da Câmara já acionou a Assembléia Legislativa, através do deputado Padre João (PT), para acompanhar o caso. Não queremos pré-julgamentos mas uma apuração criteriosa para esclarecer a verdade sobre o episódio que culminou na morte do ‘Maguinho’”, explicou o vereador Wanderley Rossi Kuruzu, membro da Comissão.

Foto: (da esq. para a dir.) O presidente da Câmara, Maurílio Zacarias, o vereador Mateus Nunes, Joscelino Gonçalves, Elza da Cruz e Temístocles Rosa, lider comunitário da Piedade.

Publicado por: Assessoria de Comunicação em 09/04/2007

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