Vereadora Maria José denuncia caso de agressão policial

Vereadora Maria José denuncia caso de agressão policial

Vereadora Maria José denuncia caso de agressão policial

Câmara Municipal de Ouro Preto - Vereadora Maria José denuncia caso de agressão policial

Vereadora Maria José denuncia caso de agressão policial

Durante a reunião ordinária da última terça-feira, 23, a vereadora Maria José Leandro (PDT) denunciou um caso de agressão policial cometida contra Jaques Lane Cota Silva, 21 anos, morador de Cachoeira do Campo. Na noite do dia 18 de maio, sexta-feira, Jaques contou que se encontrava num “forró” na Vila Alegre, bairro do distrito, quando foi abordado por uma pessoa de nome Heleno, que o acusou de ser o responsável por um estrago na porta de seu carro há cerca de um mês. Jaques negou a acusação e discutiu com Heleno. Durante a discussão, o cabo Fagundes, da Polícia Militar, que estava à paisana e não se encontrava em serviço, se aproximou do rapaz desferindo tapas contra sua cabeça e seu rosto. No momento, uma viatura da PM que passava pelo local registrou o acontecimento. Os policiais também aconselharam Jacques a ir para casa e continuaram a ronda.

Quando se afastava do bar na companhia de um amigo, Jaques ouviu o cabo ordenar que parasse e se deitasse no chão. “ Assim que a viatura desapareceu ouvi ele gritar e vi que apontava uma arma para mim. Obedeci, pensando que ia ser somente revistado mas, ao se aproximar , o cabo Fagundes começou a chutar o meu rosto e as minhas costas”, contou Jaques. Antes de ir embora, o cabo Fagundes ainda ameaçou o rapaz dizendo que, caso o denunciasse, voltaria a fazer o que tinha feito em Belo Horizonte.

No dia seguinte o rapaz e seu pai, o ex-policial militar Dauro Trindade da Silva, procuraram a vereadora Maria José para se informarem a respeito das proviências que poderiam ser tomadas. “Quando vi o Jaques fiquei assustada, ele estava muito machucado”, contou a vereadora. Depois de ter procurado a Polícia Civil e não ter encontrado o delegado, Maria José Leandro encaminhou o caso a seu assessor jurídico, o advogado Dr. Antônio Ramos, que formulou uma representação para ser entregue ao Ministério Público, à Comissão de Direitos Humanos da Câmara e à 8° Companhia Independente de Polícia Militar, sediada em Ouro Preto. Para compor a representação, Dr. Ramos orientou Jaques a fazer um exame de Corpo de Delito na UPA (Unidade de Pronto Atendimento). “No sábado, um rapaz destruiu uma prateleira na UPA e o Jaques me informou que os médicos não iriam mais atender naquele dia. Liguei para o Secretário de Saúde, que me disse que o Corpo de Delito só era feito de segunda à sexta. Precisei recorrer ao prefeito. Jaques foi atendido logo em seguida”, afirmou Maria José Leandro.

O laudo de Corpo de Delito indica que, além de apresentar vários inchaços e hematomas pelo corpo e ao redor dos olhos, Jaques estava com os dentes profundamente abalados e necessitando de tratamento urgente para não ficarem definitivamente comprometidos.

Na quarta-feira, 24, a representação, que contém o exame e fotos de Jaques logo após a agressão, foi entregue pela vereadora ao tenente Anderson Coelho, responsável pelo comando da 8° Comanhia Independente de Polícia Militar na ocasião. Conforme o tenente Anderson, o Inquérito Policial Militar para apurar o caso em regime de urgência já foi aberto e, por medida de prevenção, o cabo Fagundes foi transferido para o quartel da PM em Ouro Preto.

“Sempre fui muito bem atendida pelos policiais de Ouro Preto, mas sabemos que há excessões. Queremos justiça, e que o cabo Fagundes responda pelos seus atos. Todo policial precisa respeitar a ética da sua profissão, ou seja, respeitar o cidadão de bem”, concluiu Maria José.

O vice presidente da Câmara e presidente da Comissão de Direitos Humanos do Legislativo ouropretano, vereador Flávio Andrade (PV), também esteve no quartel da PM em Ouro Preto, acompanhado do relator da Comissão, vereador Leonardo Barbosa, o “Léo Feijoada” (PSDB). “Vamos encaminhar o caso ao governo, à Secretaria de Segurança Pública , à Corregedoria e ao Comando da Polícia Militar de Minas Gerais”, disse Flávio Andrade. Para Leonardo Barbosa a atitude do cabo Fagundes contraria a missão da polícia de garantir a segurança da população. “Os policiais militares são funcionários públicos e devem trabalhar em prol da segurança da comunidade. O cabo fagundes não pode sair atropelando as pessoas desse jeito e ficar impune”, declarou “Léo Feijoada”.

Foto: A vereadora Maria José Leandro (PDT), apresentou as provas da agressão na reunião ordinária da última terça-feira

Publicado por: Assessoria de Comunicação em 24/05/2006

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