Vereadores da região exigem maior organização nas obras do gasoduto

Vereadores da região exigem maior organização nas obras do gasoduto

 

População lota plenário em audiência públicaA população lotou o Plenário do Legislativo ouro-pretano para a Audiência Pública conjunta entre as Câmaras de Ouro Preto, Ouro Branco e Mariana, realizada na noite dessa terça-feira (16). Em uma ação inédita, os vereadores dessas cidades se uniram para debater sobre os transtornos causados pelas obras de criação da rede de gás natural da Companhia de Gás de Minas Gerais (Gasmig) na região.

Em virtude da criação do gasoduto, o fluxo de veículos em alguns trechos da estrada que liga esses municípios está aberto para somente uma pista, provocando atrasos para todos os usuários das rodovias. Os estudantes de faculdades de Conselheiro Lafaiete estão sendo muito prejudicados, têm sofrido com a demora na estrada e perdido aulas importantes. “Além dos atrasos, há também o ônus financeiro porque pagamos a mensalidade da faculdade e o transporte; e, nessas últimas semanas, estamos perdendo as duas primeiras aulas. Esse prejuízo didático e financeiro ninguém vai repor”, apontou o estudante de Direito, Walber Luiz Mapa.

Para a presidente da Câmara de Ouro Branco, Cida Campos (PT), a Gasmig deveria ter organizado melhor o cronograma de atividades e as intervenções necessárias para a construção do gasoduto. “As obras atrapalham a ligação de Ouro Preto, Ouro Branco e Mariana. A falta de organização tem trazido transtornos e atrasado principalmente os alunos que utilizam a rodovia. Acredito que se a comunidade tivesse sido ouvida desde o começo, talvez não passaríamos por tantos incômodos e imprevistos”, afirmou Cida Campos.

O gerente de engenharia da Gasmig, Augusto Loiola, garantiu que a empresa vai tomar todas as providências sugeridas pelos vereadores e pela população para amenizar os transtornos provocados pelas obras. “Faremos uma vistoria na estrada para identificar os pontos com problemas para a restauração efetiva da rodovia. Também montaremos um esquema especial no sentido de priorizar o fluxo de trânsito nos horários de pico, além de diminuir o tempo de parada nos dois sentidos”, afiançou.

Vereadores debatem sobre transtornoOs vereadores das três cidades ficaram esperançosos com o resultado da reunião. “Temos problemas sérios não só em relação aos atrasos e à operação de ‘pare e siga’, como também no tocante à qualidade das obras. A gente espera que tudo o que foi garantido pela Gasmig nessa Audiência Pública seja cumprido, porque o povo da região merece esse respeito. A unificação das Câmaras de Mariana, Ouro Preto e Ouro Branco vai contribuir para solucionar os impactos causados pela construção do gasoduto”, salientou a vereadora marianense Aída Anacleto (PT).

Segundo o presidente da Câmara de Ouro Preto, vereador Júlio Pimenta (PPS), a Audiência Pública resultou em várias deliberações, principalmente com o comprometimento da empresa de organizar melhor a execução dessa obra, como escavação à noite para minimizar os problemas com a paralisação do tráfego, principalmente nos horários de pico, aumento da sinalização nos locais onde são feitas as intervenções e revisão geral do asfalto e das canaletas. “A Câmara de Ouro Preto mais uma vez cumpriu seu papel e, agora apoiada pelas Câmaras vizinhas, teremos outras ações conjuntas fortalecendo os legislativos dos nossos municípios, com ações concretas e resultados em benefício de toda a comunidade da região”, completou Júlio Pimenta.

As comissões de Fiscalização de Obras dos Legislativos de Ouro Preto, Ouro Branco e Mariana vão acompanhar as ações e os trabalhos da Gasmig na região para fiscalizar se as deliberações sugeridas na Audiência Pública estão sendo executadas.

 

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