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Interventora da Santa Casa de Ouro Preto presta esclarecimentos aos vereadores

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A interventora da Santa Casa da Misericórdia de Ouro Preto, Adriana Aparecida dos Santos, compareceu à Câmara Municipal, durante a reunião conjunta de comissões dessa terça-feira (14), para falar sobre a situação financeira e os serviços prestados pelo hospital.

A ação atendeu ao convite de todos os vereadores, diante da intervenção da entidade, determinada pela Justiça em 2015, após a paralisação do serviço de Pronto Atendimento (PA).

Segundo o presidente da Câmara de Ouro Preto, Wander Albuquerque (PDT), a Casa sempre buscou contato com a interventora. “Assim que assumimos a Presidência, procuramos conversar com a Adriana que se colocou à disposição para vir à Casa. Foi uma reunião muito proveitosa e tenho certeza de que, agora em diante, essa comunicação entre os envolvidos será facilitada”.

“Preparamos um documento que relata todo o processo da entidade. Aqui não é o local para discutirmos se a intervenção é devida ou não, pois a ela já completará dois anos. Aceitei vir à Câmara para ver se mudamos de página. Precisamos do apoio de todos os vereadores. Temos que unir esforços para salvar o hospital. É uma dívida milionária, e, sozinha, eu não vou dar conta”, aponta a interventora.

O promotor de Justiça em Ouro Preto, Flávio Jordão Hamacher, discorre sobre o processo judicial que gerou a intervenção da entidade: “O processo não foi feito às pressas, tivemos várias reuniões, com o objetivo de equacionar a crise que a entidade estava passando. O problema do hospital estava impactando a saúde pública de Ouro Preto, então, a questão que gerou a intervenção e  efetivamente convenceu a juíza a decretá-la foi a paralisação no pronto atendimento, que deixou, por alguns dias, a população sem atendimento médico de urgência no hospital”.

A intervenção não é tema unânime entre os parlamentares. Para o vereador Zé do Binga (PPS), a intervenção foi positiva inicialmente. “O balanço feito pela Adriana ficou claro que há muito a ser feito em prol a Santa Casa. Deparei com o pronto atendimento fechado, que não atendia por planos de saúde nem pelo SUS. A intervenção naquele momento foi ótima, porém, não acho que possa ficar o resto da vida sob ela”.

Já o vereador Geraldo Mendes (PCdoB), que preside a reunião de Comissões, avalia que o procedimento não resultou soluções concretas para o problema da Santa Casa. “Particularmente, acho que a intervenção não foi totalmente benéfica, porque, passados dois anos, os problemas continuam: atrasos de pagamento e dívidas. Hoje, foi um pontapé inicial para o caso e devemos fazer novas reuniões. Houve esclarecimentos, mas temos que buscar mais”.

Para o vereador Chiquinho de Assis (PV), é fundamental que a Câmara fiscalize e busque os direitos dos cidadãos. “Sobretudo, temos que mostrar que saúde não tem partido. A saúde é um bem universal, deve ser direito de todos e nós estamos lutando para isso, independente do partido. A Câmara quer muito que as coisas aconteçam da melhor maneira”.

Além dos vereadores e da interventora Adriana dos Santos, também participaram da reunião o promotor de justiça, Flávio Jordão Hamacher; o provedor da Santa Casa, Marcelo Oliveira; o auditor da RRW Contabilidade e Auditoria, Valter Barreira; a advogada Renata Perdigão; e o vice-provedor da Irmandade da Santa Casa de Misericórdia, Ronaldo Dutra, e outros membros da entidade.