Venda e arrendamento do Dom Bosco motivam Audiência Pública da Câmara de Ouro Preto

Venda e arrendamento do Dom Bosco motivam Audiência Pública da Câmara de Ouro Preto

O jornalista Mauro Werkema e os componentes da mesa de honra: professor de história, José Augusto da Conceição; secretário municipal de Patrimônio e Desenvolvimento Urbano, Gabriel Gobbi; vice-prefeito Dimas Dutra; vereadores Flávio Andrade (PV), Regina Braga (PSDB) e Luiz Gonzaga (PR).

O jornalista Mauro Werkema e os componentes da mesa de honra: professor de história, José Augusto da Conceição; secretário municipal de Patrimônio e Desenvolvimento Urbano, Gabriel Gobbi; vice-prefeito Dimas Dutra; vereadores Flávio Andrade (PV), Regina Braga (PSDB) e Luiz Gonzaga (PR).

Cerca de 80 pessoas compareceram à Audiência Pública

Cerca de 80 pessoas compareceram à Audiência Pública

A venda ou o arrendamento do prédio onde funcionava o Colégio Dom Bosco (da rede de ensino Salesianos), em Cachoeira do Campo, tem gerado polêmica em todo o município.

Para debater essa questão, a Câmara Municipal de Ouro Preto promoveu uma Audiência Pública, na noite dessa quinta-feira (31), no Salão Paroquial do distrito.

O terreno do Centro Dom Bosco foi vendido ao Banco de Investimento Imobiliário (BII); já o prédio do Colégio Dom Bosco foi arrendado pelo mesmo grupo empresarial. A ideia dos investidores é criar um “Hotel Boutique” no espaço. Todavia, a população do distrito defende que o negócio seja desfeito com o uso do local para fins educacionais, por meio da instalação de polo da Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop) ou do Instituto Federal de Minas Gerais – campus Ouro Preto (IFMG/OP).

“As terras em torno do colégio, chamada antiga fazenda, já foram vendidas. Agora, o colégio em si foi arrendado por cinco anos. Então, existem duas transações imobiliárias, uma venda e um aluguel. Pelo menos, em relação ao aluguel, a gente acredita que pode ser revertido, com ajuda da União e do Estado. Há uma discussão inclusive em torno da legalidade dessa venda, se a inspetoria [Dom Bosco] poderia vender, ou até mesmo alugar, visto que essas terras originalmente eram do Estado e foram cedidas aos Salesianos no final do século XIX, com condições de se implantar um trabalho educacional”, explica o vereador Flávio Andrade (PV).

A comunidade cachoeirense já formou uma comissão intitulada “O Dom Bosco é nosso” para tentar impedir a venda completa do prédio. Para o professor de história e membro do grupo José Augusto da Conceição, o envolvimento da Câmara nessa causa “dá mais esperança para que se reverta o arrendamento do colégio e que seja possível realmente implantar uma unidade ou um polo da Ufop no Dom Bosco”.

Para a Audiência Pública, cerca de 80 pessoas se reuniram em defesa da manutenção do Dom Bosco com destinação educacional. Participaram da mesa de honra os vereadores Flávio Andrade (PV), Luiz Gonzaga (PR) e Regina Braga (PSDB); o secretário municipal de Patrimônio e Desenvolvimento Urbano, Gabriel Gobbi; o vice-prefeito Dimas Dutra; e o integrante da Comissão “O Dom Bosco é Nosso”, José Augusto da Conceição.

Do encontro, foram definidas algumas deliberações, como a organização de um manifesto pela comunidade com o apoio da Câmara Municipal a ser entregue durante a visita da presidente Dilma Rousseff a Ouro Preto durante o 21 de abril mostrando a importância do Dom Bosco para o distrito. Também será distribuído no município um boletim impresso informando sobre o andamento das negociações, com o objetivo de mobilizar mais adeptos para o movimento. A comissão “O Dom Bosco é Nosso” se reunirá novamente na próxima quarta-feira (6), em Cachoeira do Campo.

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